
MATERIAL EDUCATIVO
Material Educativo Distribuição
Introdução
Por que estamos apresentando modelos de distribuição?
O Coritiba está entrando em um território que clubes de ponta, streamings e produtoras já exploram há alguns anos: o futebol como produto audiovisual de alto valor.
Séries como “All or Nothing”, “Sunderland Til I Die”, “Welcome to Wrexham” e “Drive to Survive” mostraram que documentários esportivos:
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não são apenas “conteúdo”
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são ativos, patrimônios e produtos de mídia
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geram receita, posicionamento, reputação e torcida global
Por isso, não existe um único modelo de operação — existem modelos de mercado já testados e consolidados, que combinam produção, distribuição, patrocínio e exploração comercial de forma estratégica.
Por que não se trata de um "serviço de filmagem"?
Séries documentais de futebol não são:
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simples prestação de serviço
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filmagem para marketing
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conteúdo institucional pontual
Elas são:
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Produtos de entretenimento
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Obras audiovisuais
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Ativos de marca
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Propriedade intelectual (IP)
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Ferramentas de monetização de longo prazo
Portanto, o modelo “serviço puro” é possível, mas é o menos inteligente financeiramente para o clube, porque trata algo com alto potencial de retorno como se fosse apenas um custo pontual.
Primeiro ponto fundamental
Investir na produção não significa ter 100% do potencial econômico da obra.
No padrão global do audiovisual — inclusive em clubes europeus, ligas e grandes ligas esportivas — funciona assim:
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quem investe paga pela produção;
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mas o valor real da obra está em tudo o que vem depois:
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patrocínios,
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naming rights,
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licenciamento,
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TVOD (venda/aluguel digital),
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spin-offs,
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produtos derivados,
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distribuição internacional,
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conteúdos educacionais e B2B.
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Ou seja, produção é uma camada.
Exploração comercial e distribuição são outras camadas, com dinâmica própria, riscos próprios e oportunidades próprias.
Pagar pela filmagem não inclui:
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marketing,
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distribuição,
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comercialização,
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relacionamento com plataformas,
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negociação com patrocinadores da série,
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nem a manutenção do produto por anos.
Esses são outros trabalhos e outros negócios, que podem ou não ser ativados conforme a estratégia do clube.
Exemplo realista
Imagine o seguinte cenário:
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O Coritiba investe R$ 5 milhões na produção das Temporadas 1 e 2.
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O clube vende cotas de patrocínio da série (Naming Rights, Cota Master, Premium, Apoio etc.) e arrecada, por exemplo, R$ 6,8 milhões ao longo de 1 a 2 anos.
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Além disso, a obra ainda pode gerar licenciamento, TVOD, spin-offs e produtos derivados.
Na prática:
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o Coritiba recupera uma parte relevante do investimento em produção;
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torna-se dono vitalício da obra (para uso institucional e histórico);
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cria patrimônio audiovisual que segue gerando valor por 10–15 anos;
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transforma um custo em um ativo de marca e de receita.
O Coritiba não está comprando um custo — está investindo em um ativo que pode gerar retorno comercial, institucional e esportivo por mais de uma década.
Resposta à dúvida clássica do investidor
“Se eu pago, quero 100%.”
Sim, este é um modelo possível.
Mas, nesse formato, significa que:
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o Coritiba fica com 100% da receita;
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e também com 100% do trabalho, do risco e da operação comercial.
Ou seja, o clube passa a ser responsável por:
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negociar com plataformas (streaming, TV, canais);
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vender cotas comerciais da série;
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ativar patrocinadores e cumprir contrapartidas;
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montar e operar o plano de marketing da série;
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gerir spin-offs e derivados;
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montar arte, trailer, cortes, campanhas e plano de mídia;
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lidar com plataformas digitais, dados e métricas de audiência;
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sustentar o produto ao longo dos anos.
Quanto mais o clube quiser de receita sozinho, mais o clube terá que assumir de trabalho, risco e estrutura para sustentar esse projeto.
Tipos de receita – fixas x variáveis
Para garantir total transparência, é importante diferenciar dois tipos de receita que a série pode gerar:
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Receitas Fixas (previsíveis)
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Receitas Variáveis (dependentes de mercado)
Essa distinção evita expectativas irreais e permite que o Coritiba faça um planejamento financeiro realista e responsável.
1. Receitas fixas (previsíveis e comerciais)
São aquelas receitas que dependem exclusivamente do clube (e, se desejado, da IHC na parte estratégica), via venda de patrocínio e cotas comerciais da série. São consideradas previsíveis porque:
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têm valor definido no momento da venda;
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dependem apenas de negociação direta com marcas;
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seguem uma tabela de entregas e contrapartidas claras;
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são pouco sensíveis a fatores externos imediatos (bolsa, câmbio, etc.);
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têm risco reduzido.
Exemplos de Receitas Fixas da Série:
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Naming Rights da série;
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Cota Master da série;
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Cotas Premium da série;
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Cotas de Apoio;
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Cotas Especiais (ex.: “Base do Futuro”, “SAF & Negócios” etc.);
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Ativações e eventos com patrocinadores da série;
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Branded content derivado diretamente da série;
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Patrocínios de episódios específicos.
Natureza das receitas fixas:
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Valores definidos em contrato;
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Entrada previsível em fluxo de caixa;
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Impacto direto na redução do investimento do clube na produção;
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Simples de mensurar e controlar.
2. Receitas variáveis (dependentes de mercado)
São receitas que não podem ser prometidas ou garantidas, porque dependem de fatores externos, interesse de terceiros, cenários específicos e o comportamento do mercado de conteúdo.
Essas receitas podem ser muito altas, moderadas ou até nulas, dependendo do contexto.
Exemplos de Receitas Variáveis:
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TVOD (venda ou aluguel por episódio em plataformas digitais);
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Licenciamento da série para plataformas ou canais;
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Venda internacional (ou regional) da série;
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Versões editadas para canais esportivos e especiais de TV;
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Distribuição em pay-per-view ou pay-per-episode;
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Venda posterior do acervo como arquivo histórico;
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Produtos derivados licenciados (camisetas, livros, trilhas, colecionáveis).
3. Por que essas receitas são variáveis?
Receitas como TVOD e licenciamento dependem de fatores como:
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apelo da série no mercado nacional e internacional;
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momento esportivo do clube (alta, baixa, acesso, título, crise etc.);
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interesse e orçamento das plataformas de streaming naquele período;
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concorrência com outras séries esportivas;
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impacto dos trailers e do plano de marketing;
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timing de lançamento (calendário esportivo, mercado, mídia);
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dados de audiência e engajamento;
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percepção do Coritiba SAF e da Treecorp no mercado;
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contexto econômico e midiático no momento da negociação.
Ou seja:
Ninguém sério pode prometer um valor fixo de TVOD ou licenciamento.
Essas receitas são 100% dependentes de mercado.
Natureza das receitas variáveis:
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⚠️ Podem gerar muito lucro;
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⚠️ Podem gerar receita moderada;
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⚠️ Podem gerar zero.
Por isso, não entram como fluxo garantido de caixa no orçamento base. Devem ser tratadas como oportunidade de upside, não como premissa.
Como o mercado realmente funciona (Padrão Internacional)
Quando falamos de exploração da obra (e não de venda de cotas), existem alguns modelos globais de referência:
1. Modelo “service-only” (serviço puro)
(O clube paga, a produtora entrega, sem participação futura.)
Usado quando o clube quer apenas um produto pronto, com foco institucional.
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Direitos (IP):
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Coritiba: 100%
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IHC: 0%
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Receitas futuras (patrocínios da série, licenciamento, streaming, TVOD etc.):
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Coritiba: 100%
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IHC: 0%
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Trabalho da IHC:
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Produz T1 e T2
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Entrega os masters
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Encerra a participação no projeto
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Observação:
É o modelo mais simples, mas também o menos estratégico.
O clube fica com tudo, mas fica sozinho para vender, negociar, ativar e sustentar o projeto.
2. Modelo de coprodução (padrão Netflix / Amazon / Premier League)
(Ambos são co-proprietários da obra e dividem receitas futuras.)
É o modelo usado em:
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All or Nothing (Prime Video),
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Welcome to Wrexham (FX/Hulu),
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Drive to Survive (Fórmula 1 + Netflix).
Vantagens:
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maior capacidade de investimento e qualidade;
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maior alcance e impacto global;
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maior potencial de retorno financeiro;
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risco e retorno compartilhados.
Estrutura típica:
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Direitos (IP):
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Coritiba: 50%
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IHC: 50%
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Receitas futuras (não cotas, mas exploração da obra):
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Licenciamento: 50% / 50%
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Spin-offs: 50% / 50% (Quando a produção não é realizada pelo IHC - mais comum em séries de ficção)
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Merchandising da série: 50% / 50%
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Eventos e experiências: 50% / 50%
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Streaming (venda da série para plataforma):
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70% Coritiba / 30% IHC (padrão quando o clube é o investidor principal)
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Observação:
Esse modelo incentiva a produtora a fazer a série crescer, ganhar público e gerar valor contínuo.
3. Modelo híbrido (padrão clubes europeus)
(IP conjunto, receitas divididas por categoria.)
Exemplo típico:
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streaming → maior parte para o clube;
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licenciamento secundário → dividido;
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merchandising → dividido;
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conteúdo institucional → 100% do clube.
É o modelo mais flexível, usado por clubes como:
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Bayern de Munique,
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PSG,
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Benfica,
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River Plate,
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Atlético de Madrid.
Estrutura possível:
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Direitos (IP):
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Coritiba: 70%
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IHC: 30%
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Receitas futuras (não cotas, mas obra):
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Licenciamento: 70% / 30%
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Merchandising: 70% / 30%
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Spin-offs: 70% / 30% (Quando a produção não é realizada pelo IHC - mais comum em séries de ficção)
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Eventos: 70% / 30%
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Streaming (venda para plataforma):
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80% Coritiba / 20% IHC
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Observação:
O clube retém a maior parte do upside, mas ainda mantém a IHC como parceira criativa e comercial.
Modelo "pipeline inteligente" (híbrido recomendado)
(Modelo mais sofisticado, ajustado à realidade de SAF + produtora.)
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Direitos (IP):
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Coritiba: 50%
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IHC: 50%
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Receitas futuras (não cotas):
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Licenciamento / Streaming:
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70% Coritiba / 30% IHC
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Conteúdos institucionais / B2B (internos do clube):
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100% Coritiba
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Redes sociais (cortes, reels):
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100% Coritiba
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com possibilidade de pacotes patrocinados específicos, a definir
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Spin-offs, minidocs e extensões da série:
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30% Coritiba / 70% IHC (Quando a produção não é realizada pelo IHC - mais comum em séries de ficção) Produções novas serão orçadas separadamente em novos contratos.
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Merchandising e produtos derivados:
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50% Coritiba / 50% IHC
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Observação:
É um modelo que respeita o fato de que o clube é o investidor principal, mas reconhece o papel da IHC em criar, gerir e expandir o valor da obra.
Modelo clube 100% + fee de distribuição (IHC só agencia)
(Padrão para clubes que querem controle total, sem dividir IP.)
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Direitos (IP):
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Coritiba: 100%
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IHC: 0%
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Receitas futuras:
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Coritiba: 100%
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IHC: 0%
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Fee de distribuição (se o Coritiba desejar que a IHC atue apenas vendendo licenciamento, TVOD etc.):
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25% a 30% sobre aquilo que a IHC efetivamente vender.
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Observação:
A IHC não é dona de nada, só recebe comissão sobre aquilo que comercializar.
O clube assume toda a responsabilidade comercial e de longo prazo sobre a série.
Quadro-resumo dos modelos (exploração da obra, não cotas)
Patrocinadores atuais do Coritiba
Os patrocinadores atuais do Coritiba (já existentes hoje no clube) são 100% do Coritiba.
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Se o Coritiba abordar um patrocinador atual para aparecer na série → 100% da receita é do Coritiba;
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Se um patrocinador atual aparecer na série por contexto natural (uniforme, placas, CT etc.) → não há custo e não há divisão;
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Se um patrocinador atual quiser ampliar sua presença na série → 100% da negociação e da receita é do Coritiba.
O IHC nunca participa de nada que já pertence ao clube.
O IHC só entra, se o clube quiser, na exploração futura da obra (licenciamento, TVOD, derivados), não nos patrocinadores atuais.
Venda de cotas da série – responsabilidade exclusiva do Coritiba
Toda venda comercial ligada às cotas da série (Naming Rights, Cota Master, Cotas Premium, Cotas de Apoio e Cotas Especiais) será realizada exclusivamente pelo Coritiba SAF.
Isso significa:
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o Coritiba negocia diretamente com as marcas;
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o Coritiba recebe 100% da receita das cotas;
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o Coritiba cumpre 100% das contrapartidas comerciais;
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a IHC não vende cotas e não recebe parte das cotas.
As cotas da série existem como um instrumento para o clube reduzir seu investimento líquido na produção, aproximando a série de um break-even ou até tornando-a superavitária.
Resumo Prático
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O Coritiba escolhe o modelo de exploração da obra que deseja adotar.
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A IHC se adapta à decisão do clube, com total transparência.
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Patrocinadores atuais do Coritiba são 100% do clube.
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Cotas da série são vendidas 100% pelo Coritiba, que fica com 100% dessa receita.
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A participação da IHC, se houver, se dá apenas na exploração futura da obra (licenciamento, TVOD, derivados etc.), conforme modelo escolhido ou eventualmente acordado.
Fecho Educativo
O Coritiba não está apenas contratando uma filmagem.
Está entrando em um novo território de mídia — o território do conteúdo esportivo premium — onde a série pode se tornar um:
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ativo comercial,
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ativo institucional,
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ativo histórico,
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gerador de receita e de marca por muitos anos.
A seguir, apresentamos o Plano de Distribuição e as possibilidades concretas de exploração comercial, institucional e de relacionamento com a torcida e com o mercado.
